quarta-feira, 26 de julho de 2017

Fantasia #4

Os braços atados à cabeceira da cama, a mordaça na boca, o corpo esguio posicionado de quatro, a respiração profunda, aquele olhar que almejava as nádegas balançando no ar. Nádegas lisas, macias como veludo vermelho. Um chicote na mão, ainda com a temeridade de usá-lo. Livrando-se do temor, rapidamente, com intrepidez usou-o desferindo a peça de couro no glúteo direito, marcando com uma vermelhidão luxuriosa a carne municiada de concupiscência e lascívia.



A temperança flamejava no olhar, a língua passava sobre a vermelhidão tentando suavizar o estremecimento do corpo. Repentinamente, duas mãos seguravam vorazmente a nádega apertando-a com força para demarcar o local onde proferiria as mordidas. Uma mordida, outra e mais outra mordida. O gemido misturava-se ao grito de dor.

Deslizando a mão esquerda, semelhante à correnteza de rio, pelas costas, desembocando os dedos na nuca, entrelaçou os dedos nos fios do cabelo que eram puxados com força, forçando o arquear do corpo, permitindo a entrada feroz do sexo que desbarbava a intimidade exposta fazendo o corpo estremecer a cada entrada violenta que pareciam produzir descargas eléctricas, o seu corpo contorcia-se e soltava gemidos seguidos por espasmos. Sua vagina, molhada, contraia e relaxava. O ritmo aumentava e os seus gemidos transformaram-se em gritos num misto de dor e prazer, sentindo toda aquela descarga animal que percorria o seu corpo, sentindo-se completamente indefesa à mercê daquele homem.


Ele sentindo-se satisfeito, desatou a sua vítima, levando-a até o centro daquele quarto, pegou numa coleira e assim a fez sua.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando as tuas mãos ...




Quando as tuas mãos desvendam os caminhos e trilhos do meu corpo percorrendo os atalhos mais escondidos … desmontando, fazendo cair todas as barreiras um dia erguidas … num mar de arrepios, num estremecer sem fim … como de um ritual se trata-se … mapeias com a ponta dos dedos o meu corpo, em ligeiros mas profundos toques que incendeiam alma … levando-me lentamente ao êxtase … guiando-me pelos caminhos do prazer … reacendendo a chama do desejo … fazendo o meu corpo entrar numa espiral ardente … Deslizas devagar pelo meu corpo … sem pressas … sem receio matando a sede deste meu anseio … no lampejo do arrepio … o meu corpo que grita por mais … 

Hoje ...


Hoje vais-me desculpar, mas vou usar-te..
Vou foder-te e fazer-te minha
Como se fosses o meu brinquedo favorito
Vou gastar a tua pele e deixar-te afónica
Vou fazer de ti a minha meretriz
Vou percorrer as tuas linhas,
Como se o sol amanhã não nascesse...
Agarra-me esta noite
Como eu te vou agarrar
Faz de mim o teu brinquedo,
O teu amante secreto
Que fodes nas horas vagas, escondidos..
Usa-me! E gasta-me a voz e a razão,
Que amanhã.. hmm, amanhã já não estou cá.

Pedro Silva 


 [Simplesmente porque existem post que merecem ser mais que partilhados, simplesmente porque amei, obrigada pela partilha] 
Baci
Peccato

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pensamentos Nocturnos #16

Nesse momento de silêncio, a vontade de fechar os olhos e sentir os teus lábios tocarem os meus



Nesse momento de silêncio, a vontade era sentir(TE) assim 

Apetece-me #49

Apetece-me um dia, uma tarde, uma noite de puro prazer,
Aquele prazer quase animal que não se controla
Que explode na alma, que arde e queima de desejo
Apetece-me transformar os gemidos em gritos ferozes
As palavras doces em palavrões intensos 
Os olhares meigos em devassos
As caricias em em tocares libertinos
Os pensamentos em actos
Apetece-me sentir aquele arrepio que percorre o corpo e se instala na alma
 … que explode em jactos …
Apetece-me transformar o sonho numa realidade

Apetece-me o mais puro sexo animal


Apetece-me 
Apetece-te??

domingo, 2 de julho de 2017

Eu te proponho #5




Noites de prazer, loucura crescente, desejos ardentes, corpos suados encaixados … delírios latentes … gemidos, gritos … procura constante … momentos sem fim ... 

(Aceitas??)

domingo, 18 de junho de 2017

LUTO

A mãe natureza decidiu mostrar que é ela que manda … em forma de castigo dizem alguns … lançou sobre o país uma neblina atroz acompanhada por relâmpagos monstruosos, ventos fortíssimos que dançaram em todos as direções, despertou a ira de um inferno que lançou as suas labaredas consumindo tudo o que encontrava no seu caminho … nunca tinha visto nada assim … nem mesmo quando os enfrentava … é difícil lutar contra a mãe natureza, ela é imprevisível, pelos relatos que li, pela imagens que vi sei que a resposta foi a adequando e a necessária … sei porque também eu um dia combati este monstro e na alma transporto as marcas da sua ira …

Os meus sinceros sentimentos às famílias das vítimas

E o meu muito obrigada a todos os Bombeiros que arriscam a sua vida no combate a este monstro

Fica a dica #4



Brinca ... Brinca ... 
e depois num te queixes  
JUST 

Saudades desse [A]MAR




É com doçura que lembro,
Essas tuas investidas contra o meu corpo,
Ocupavas em mim um lugar como nunca ninguém o antes o fez,
Foste muito mais além do que esperaria,
Enorme na importância e nos gestos,
Vejo o tempo passar e no meu olhar lágrimas de perda e saudade,
Saudade dos teus braços,
De contigo pela mão passear,
Dos nossos sorrisos,
De adentrar-me junto a ti naquele mar,
Daquela alegria desmedida,
Dos beijos dados e roubados,
Dessas vontades atrevidas,
Foste um ser metamórfico que acompanhei,
Passando por várias fases a teu lado
Até que por fim abriste as tuas asas e contigo voei,
Foi bom tudo quanto se passou,
Foi amor, amar
Foi tudo e tão pouco que dá vontade de repetir...
Mas agora que apenas foi fica a saudade
A saudade desse [a]mar


Saudades desse [A]MAR
De Leonardo Reis

16/06/2017

["obg pela inspiração mau feitio" quando se recebe um elogio destes é de nós alimentar o EGO ... o que uma simples foto faz ...]

sábado, 17 de junho de 2017

FUCK YOU


Sinceramente se é para foder que seja o corpo sem esquecer a alma ... que para me foder a cabeça já me basta a vida ... 


FUCK YOU
Paciencia tem limites
E a minha é muito curta


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Apetece-me #47

Apetece-me pecar
Passar todos os limites
Provocar sensações
Viver emoções
Usar e abusar dos sentidos
Provocar os mais insanos desejos
Explorar o teu como se fosse uma selva emoções
Quero usar-te
Na plenitude dos sentidos
Dos desejos
Da paixão
Despertar em ti as emoções adormecidas
É isso quero loucuras contigo, imensas
loucuras aquelas onde as palavras não são
mais necessárias, porque o silêncio do sentir
é o diálogo mais apetecível, aquele diálogo que
ambos desejamos quando nos incendiamos
mutuamente.

Apetece-me pecar contigo

Apetece-te??

sábado, 3 de junho de 2017

Pensamentos Nocturnos #14


Apenas quero por um efémero minuto entregar-me…
Sem reservas, sem medos, sem receios.
Entregar-me por desejo…
Ultrapassar todos os limites do tempo…
Todas as distâncias e …
Voar, voar livre em pensamentos
Entregar-me inteira…
Aos teus beijos quentes …
Às tuas mãos suaves
A percorrer e descobrir os segredos do meu corpo…
Aos arrepios de desejo que sinto
Quando a tua boca quente toca a minha pele
Quero sentir o teu corpo sobre o meu…
Num efémero minuto,
Quando os nossos corpos não suportarem mais o desejo,
Sentir-te em mim…
E juntos … transformados num só corpo…
Chegarmos a um lugar onde somente nós poderíamos ir
Um prazer único…meu e teu…
Quero ser tua…
Num efémero minuto


*** Efémero é o tempo ***
*** Efémero é o sonho ***

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Desejo de (A)mar

Caminhava sem destino pelas ruas, procurando resolver o louco emaranhado de pensamentos que não a deixavam ver. Passou por avenidas, ruas, ruelas, andou em contra mão, parou. Na praia, naquela praia, sempre aquela praia...

«Não percebo, não entendo, é inexplicável, digam-me porquê?!?»
Soltou este grito desesperado, mas apenas obteve como resposta o choro das gaivotas e a rebentação furiosa das ondas.

Poderá alguém viver apenas da loucura da paixão? Era este o seu pensamento, aquele que confundia todos os outros e entrava em conflito com todos os desejos e sonhos que foi construindo. Desejava o politicamente incorrecto. O vermelho carmim, quando a sua vida devia ser de um branco cristalino. Odiava-o por ter entrado sem autorização na sua vida e por tê-la transformado em alguém que ela não conhecia e não queria ser.
Odiava-o porque tinha descoberto os seus caminhos, o seus segredos... Odiava-o porque sabia que agora mais ninguém saberia tocá-la como ele, viessem 10, 100, 1000 homens depois dele.
Odiava-o porque só ele sabia como fazê-la vibrar, enlouquecer, voar, feliz, sem medo das consequências e do que os outros pensam...



E de repente caiu a noite e ela já só conseguia ver a intermitência do farol. Já tinham passado horas desde que fugira dele, dos braços dele, dos lábios dele, do corpo dele e do que ele significava.
Tinha frio, estava gelada, quase inerte quando ele chegou.
«Sabia que te encontrava aqui...»
«Sabes... é que sou doida por ti...
...não posso fugir.»


Maio/2015

sábado, 15 de abril de 2017

Conversas ...



Ele – Sabes o que me apetecia??
Ela – Diz-me sem rodeios
Ele – (suspiro) .....dormir contigo esta noite...proporcionar te momentos de puro prazer …
Ela – Demora muito a chegar?
Ele – 5 minutos e estou ai

(o resto conto noutro dia … ou talvez não)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sabes(?)

Sabes(?)
Gosto de homens que despertem o animal escondido em mim, que me tirem do sério e me façam enlouquecer.
Gostos de homens que encostem á parede, que me agarrem com força e não me deixem escapar.
Gostos de homens com atitude, que sabem o querem e que lutem por isso, que não se fiquem pelas palavras, que passem à acção.
Gosto de homens que sejam cavalheiros e bandidos ao mesmo tempo.
Gosto de homens que façam gemer, gritar e até suplicar por mais.

Sabes (?) gosto de homens com atitude

domingo, 9 de abril de 2017

Quando em TI penso ...


Desejo teu beijo quente
Teu olhar
Teu toque indecente...
Tua voz cheia de malícia
Tuas mãos que pela pele deslizam
Quando em ti penso …
Corpos que se tocam
Pensamento ausente...
Desejo crescente
Que por mais que não queira
Domina-me a mente
Apoderando-se do tempo
E do pensamento
Transformam a realidade
Em que me perco
Quando em ti penso …

[e por mim navego] 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Clandestino (parte I)

Conhecemos nos por acaso num desses jantares de empresa, uma troca de olhares disfarçados e sorrisos tímidos, um aproximar prudente, uma troca de palavras que se foram intensificando ao longo da noite … no final a troca de cartões e um olhar que pedia mais … muito mais …
Na manhã seguinte um bom dia inesperado e um sorriso que se solta … e a conversa que se alonga ao longo do dia, as horas que correm sem dar conta … e quando menos esperava surgiu o convite … um almoço.
Confesso que estava nervosa. Apesar de ter a sensação que já o conhecia há imenso tempo, a verdade é que nem há um mês que nos tínhamos conhecido e esta era a primeira vez que nos íamos encontrar num contexto pessoal. Estava nervosa por saber o quanto ele não perdia tempo e ia directo ao assunto. Além disso, já tinha percebido que ele era do género de conseguir tudo o que queria e isso assustava-me, principalmente pelo facto de ele ainda ser casado ... apesar de não fazerem vida a dois … ele era casado e isso assustava-me … pois não sabia como lidar com este sentimento que se instalava.
Enfim, sentia-me presa no meu mundo e queria abrir as asas e voar! No entanto, também tinha perfeita consciência de que estava emocionalmente fragilizada e carente, o que podia abrir caminho a algo mais do que eu - conscientemente - queria (inconscientemente, talvez eu estivesse mesmo à procura de uma grande aventura ou até de uma paixão arrebatadora, não sei).
Marcamos encontro num café e quando eu cheguei, ele já lá estava. Quando o vi, lembro-me de ter pensado no quanto ele era fantástico! Diferente dos homens com quem eu lidava no dia-a-dia. Essa diferença veio a revelar-se ainda mais no seu grau de inteligência. Fiquei fascinada desde o início: era lindo de morrer, cativante, extremamente inteligente e muito divertido. Almoçamos juntos e de seguida fomos, sob uma leve chuva, novamente para o café. Lembro-me de querer saber tudo a respeito dele, de absorver cada palavra que ele dizia. 


Lembro-me também de me rir imenso (não só por, como disse, ele ser super divertido, mas também - e se calhar sobretudo! - por nervosismo) e de falar sem parar. Aquele homem lindo e inteligente teve, além do mais, o dom de me pôr a falar sobre mim, sobre as minhas dúvidas, angustias e anseios. O tempo passou a voar e depressa (pelo menos assim nos pareceu) chegou a hora de irmos cada um para seu lado. Prometemos, voltar a encontrar-nos em breve e eu dei comigo a pensar, no caminho para casa, que ele não me saia da cabeça... Não, não podia ser!  "Ah, tem calma! Estás apenas ainda sob o efeito da sua presença inebriante... Isto passa, vais ver!" Mas uma certeza eu tinha também. Apesar (ou através) da minha timidez e insegurança, ele também ficara balançado, também tinha ficado pelo menos ligeiramente fascinado... No que é que me estaria eu a meter?!...

(continua amanhã ... talvez)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Fica a dica #2


Simplesmente


Levaste a tua mão até à minha perna.
E eu não disse nada, só a cobri com a minha.
Tive a noção do quanto tinhas a mão gelada quando, sem hesitações, me subiste a saia e levaste os teus dedos até ao meio das minhas pernas, dizendo:
“-Já sinto o teu cheiro… será possível?”

Disse-te que era imaginação tua mas tu sabes que era o meu corpo a reclamar o teu desde que senti o teu perfume perto da minha pele.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Entre tantos pontos e vírgulas


Entre tantos pontos e vírgulas, carregadas de emoção, deixaste meu corpo esboçado de desejo.
Entre suspiros e gemidos, violentos.
Deixaste minha pele em desalinho.
Com teus lábios deambulando, húmidos, murmurando sentimentos entregues.
Meu corpo, em êxtase, pedia um ponto final e tu, sorrindo, dizias, com palavras embaraçadas:

- Quero novas páginas para esboçar novas letras de tesão.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sabes(?)



Por vezes iludo as regras, infringindo aquilo que chamam de lei ou de bom senso…
Nasci mais bandida que menina e divirto-me com isso!

Pensamentos Nocturnos #13


A noite cai sobre a cidade, o vento desperta os sentidos e frio instala-se, um último cigarro e mais um trago de vinho … em mente entorpece e a solidão instala-se …
No silêncio da noite penso em ti e que tu pensas em mim (suponho) … tenho toda a ternura de um lago isolado … acariciado pelo vento frio da noite, que escapa sob o céu carregado, ora voluptuoso, ora forte.
Penso em ti e no vento te sinto e a ele me exponho com carícias brutais e com carícias dóceis e tu ausente não podes saber do meu gozo violento, quando fico assim, neste ermo, toda nua, completamente exposta ao deleite do vento, entrego-me à delícia de um sonho.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sabes(?)

Sabes hoje é o Dia Mundial da Liberdade ...
Mas eu adoro quando me prendes assim ...


Quando os nossos corpos entrelaçados dançam ritmicamente  
E a loucura se apodera de nós
E assim nos entregamos a esta dança de prazer …